quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O caos por causa do amor.




Permita-me divagar mais um pouco, minha amiga de olhos cansados e mente sempre alerta.
É que ontem me sobreveio um pensamento meio estranho, e como sou dado a pensamentos estranhos esse não me pareceu nada de novo, a não ser pela vontade que me deu de falar com você (uma das únicas a ler esses pensamentos estanhos e compara-los ao nosso querido FP).
Eis o maldito:

“Porque não querem entender o amor, que em seu nome desobedece-se ao Deus e come-se do fruto?”

Bem, como você pode ver apenas um pequeno pensamento, porém ao ver pela onésima vez Dr. Jivago, onde a beleza de Lara toma o coração tão passional do pobre médico esse pensamento me veio a tona com mais força, pois em nome do amor aos olhos azuis de Lara, muita dor seu coração teve que suportar (não obstante ainda que seu corpo também tenha sofrido as mazelas das dores carnais, mas essas a gente deixa que o lado médico do Yuri as resolvesse, pois as dores do coração, talvez amainassem pelo seu lado poético...)
Continuemos:
No inicio do mundo (permita-me também expor meus pensamento criacionistas  nesse solilóquio.) criou o Todo Poderoso um homem à sua imagem e semelhança e deu-lhe o mundo para que governasse, coisa que ele fazia de forma prática e bastante eficaz; porém faltava-lhe uma coisa, para que ele se tornasse mais envolvido, isso que lhe faltava seria um objeto, onde ele pudesse depositar o amor que possuía (ora, ser feito à imagem e semelhança do próprio amor, deduze-se que haja amor de sobra em seu virgem coração); foi-lhe feito uma mulher (que melhor coisa para se amar que uma mulher?) e então, foi-lhe entregue, para que a amasse, a cuidasse e a respeitasse. Foi o que o infeliz fez, amou mesmo, deve ter-lhe feito teto, trazido comida, esquentado seu corpo nas noites no paraíso, sabe-se até que filhos teria lhe feito. Pois bem, aí vem o perigo, querida amiga: como provar esse amor? Era tudo bom demais sem vizinhos, sem tv, sem contas, sem internet nem cunhados, viviam na maior boa-vida no paraíso, amar assim, acho que até aquela pessoa de quem não falamos saberia amar.
Havia um regra, não comer do fruto (aqui não devo divagar sobre o tal, apenas o chamemos de fruto por uma facilidade de se explicar o que pretendo). Lá se vai a mulher, com seus olhos e seus quadris serpenteando pelo paraíso, de olhos perdidos o infeliz acompanha, em pouco tempo, a sinuosidade também está na língua e na maciez do toque: “...coma...” diz ela... Ah... vá entender os desmandos do amor, do grande e inexplicável amor... penso na dúvida do homem, ali estava, o seu grande amor lhe pedindo uma coisa simples, apenas que provasse seu amor de forma simples, comesse do fruto, poderia ser poderoso e poderoso poderia lhe dar mais, mais, que o amor é assim, nunca se satisfaz com o que deu, quer sempre dar mais...
E pra resumir amiga, através desse gesto de amor, eis que entra o pecado no mundo, como fruto desse amor cá estamos nós pagando ainda, somos ainda a continuação dessa grande história de amor.
Guerras, mortes, coisas horríveis se travam em nome do amor, seja por uma mulher, por Alá, por um país, ou simplesmente por um pedaço de pão...
Não fosse o amor, querida amiga, estaríamos ainda no paraíso...

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