domingo, 22 de abril de 2012

Pense nisso!


Na boa, esse espaço entre o amor e o ódio é coisa pequena, ama-se, odeia-se e tudo vai bem. Vamos dimensionando as coisa para o nosso lado como se fôssemos os únicos a sofrerem dores por esse ou aquele motivo.
Amadurecer nos implica em aceitar determinadas situações de forma passiva, seja por ter aprendido que tudo passa ou que as coisas não mudam
Amor e ódio são irmãos, andam juntos, de mãos dadas e se entendem, por parecerem opostos, dividem as mesmas agonias, os mesmos sonhos e se confundem de quando em vez...
Não se deve matar um em detrimento do outro, pois se alimentam vorazmente a cada instante, e nunca estará um acordado enquanto o outro dorme. Estão sempre alerta, ajudando um ao outro.
Deixai, amigas, que eles convivam, se alimentem um do outro como zumbis num acordo macabro e sem fim.
Mas nunca, nunca em hipótese alguma, amiga minha, deixai que o desprezo se aproxime desses dois, pois o amor acabará indo e restarão o desprezo e o ódio, então, sua vida será tão vazia, que jamais poderá elevar sua alma para lugar algum.
Pense nisso.

O Vazio de Mim

Ando vazio, sim, ando vazio
em mim não há amores nem porto
não há, paixões nesse navio
Vagueio entre eu vivo e eu morto...

quinta-feira, 29 de março de 2012

Para Nossa Alegria

Bem galerinha,quem conheceu essa canção (Galhos Secos) apenas através da Suellen, que tal conhece-la como ela realmente é?
Veja e se apaixone por uma das melhores canções da música evangélica:

O Diabo se sente bem na Internacional, mas vai para Universal se confessar

Agora a zorra ficou séria, o gabiroto é assessor do Valdemiro e foi dedar o chefe justamente na Igreja da Record.
Mas o recordista diz que ele é mentiroso...
Fica difícil acreditar em alguma coisa.
Saudades do evangelho puro e santo, das igrejinhas cheias de gente humilde, crendo no Salvador...
Como diz o próprio Edir:
Pessoal, toma vergonha na cara, não se mistura vinhos...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

DEIXA ISSO PRÁ LÁ!

Demorei a entender o que vem a ser "...menos a Luiza, que está no Canadá", mas fui rápido quando me disseram que o Daniel estuprou uma menina, pois eu achei que falavam do meu Daniel Souza, e disse logo que ele não seria capaz disso, fui percebendo duas coisas: os que falam porque todos falam e os que falam porque os outros falam. Os dois lados criam a polêmica. Nessa era de coisas fúteis essas coisas têm que ser encaradas com naturalidade, não somos mais burros nem menos idiotas porque não gostamos ou gostamos de certas coisinhas, não podemos evoluir tanto, temos que voar sobre as merdas senão daqui a pouco criamos asas de verdade de alçamo vôo. Se uma frase esnobe num comercial, se um negro transa com uma branca, se a SOPA vai ou não ser aprovada, isso tudo é resultado de nós mesmos, do universo que estamos criando, da educação que estamos tendo e repassando. Daqui a pouco todos esquecem isso e lá vamos nós a procura de mais merdas para sobrevoarmos como se tudo fosse novo de novo.
Não vejo aflição, angústia, o que vejo são dois lados da mesma moeda, se a moça vira celebridade da noite pro dia ou se um cachorrinho é morto covardemente a pancadas isso deveria ser mais motivo de indignação do que polêmica da polêmica.
Não, não devemos parar, não devemos podar as pessoas de gostarem do que gostam, de falarem o que querem falar, minha indignação pode ser uma forma de censura branca, censura da qual eu tenho medo na TV, nos Jornais, na internet. Falo contra a censura mas estabeleço uma forma de censura quando chamo de idiotas quem diz a frase da tal Luiza, ou quem quer ter o direito do ouvir e cantar (aff até eu) "...ai se eu te pego...", bem como ver um programa que considero imbecil. Então tem gente que gosta e que ao meu lado fica quieto, não canta, não comenta, não diz a frase, porque no alto de minha pseudo inteligência eu a tolhi, fiz minha redoma de censura e criei um universo onde a Luiza, o Bial, o cachorrinho, não entram. Não entram por quê? Oras, porque a censura que tanto critico está em mim, na minha fala, na minha forma de me ver superior, que daqui do alto de onde só posso ouvir música boa, ler livros bons e ver filmes clássicos, como se isso me fizesse melhor que a menina da esquina apaixonada por um ícone da adolescencia de cabelos lisos ou um jogador com moicano de gosto duvidoso.
Que nada! cantem, falem! curtem, compartilhem, amem o óbvio, o passageiro, Mas por favor, deixem que eu lhe dê um conselho, um dia, ou em apenas um momento, se afaste dessas coisas, como se afastasse de um quadro para o verem melhor, se permita a crítica, e se depois disso se quiserem voltar, que voltem, que sejam felizes, engraçados, divertidos, vivam, simplesmente vivam. E nós, os caretas, nos manteremos afastados, também felizes e vivendo, desde que possamos conviver em harmonia, que assim caminha a Humanidade.
"Eu disse:
Deixa que digam
Que pensem, que falem
Deixa isso prá lá
Vem prá cá
O que é que tem?
Eu não tô fazendo nada
Você também
Faz mal bater um papo
Assim gostoso, com alguém?..."

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Big Brother Brasil Um Programa imbecil

Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Natal de Maria e do Chato!

Por Eduardo Nunes



Pedro, meu sobrinho, quando tinha 5 anos, sentenciou: - “Dudu, você é chato”. 

Pedro tem razão. E um chato que honre este título é chato até com o Natal. Não me entenda mal. Eu gosto de Natal. Gosto do clima todo. Divirto-me em ver shopping-center cheio pela TV. Desfruto da moleza do calor úmido do fim de ano. Aprecio a sensação de pausa mundial. Gosto da quebra simbólica que parece zerar tudo. Começar novamente. O clima de “ reset game” me consola. 




Gosto do Natal, não gosto da imagem. Implico (sou chato, lembra?) com a típica mensagem do natal, com o recall da marca. A idéia cândida da ocasião. Os sininhos pra cá. As estrelinhas pra lá. Com o “todos os seus sonhos se realizem trololó”, “tudo o que você merece, tralalá”. Afinal, todo mundo é filho-de-deus bla bla", "bate o sino pequenino de Belém, blen, blen.




Minha chatice implica com as imagens do natal exclusivamente sereno. Com a trilha sonora do coral afinado de anjos. Com o brilho, os dourados e o glitter. Antipatizo com a natureza estilizada, domada na falsa árvore e na deslocada neve de algodão. 

Isto sem falar na minha bronca especial, já conhecida: o forçado bonachão Papai-Noel. Sempre sorrindo. Bem alimentado. Entre um ho-ho-ho e outro, distribui presentes aos que foram bonzinhos. E exclui rebeldes e desobedientes. O Natal reduzido a presentes de uma cultura onde todos nos achamos credores merecidos de um universo que existe para nos fazer felizes.




Nada contra um clima bucólico, vez por outra. Mas, o "Natal de Maria" mostra que há mais. Revela uma mensagem ausente de nossos cartões de final de ano. Sim, Maria teve um natal só dela. Em bom português de marketing: Um “Private Christmas Event” rsrsrs. Uns meses antes da famosa cena da manjedoura. A primeira expressão dela sobre o Natal, o nascimento do salvador.




Uma jovem em seus 15, 16 anos. Uma adolescente nos parâmetros de hoje. Grávida, prometida, mas ainda solteira. Longe de sua cidade, na casa da prima, também grávida. Tempo para pensar. Primeira gravidez. Anjos com mensagens cifradas. Seria aceita por José? O que significava o filho que carregava? Promessas e dúvidas. 




Ela vê Deus irromper literalmente dentro de si. Não se sente sozinha, nem triste. A criança a faz a mulher mais bem-aventurada, feliz do mundo. Profundamente grávida de alegria.




No canto conhecido como Magnificat (da primeira palavra, em latim), Maria descreve o seu sentimento natalino. E o que é o Natal de Maria? Não é anúncio de superficialidades nem tapinhas nas costas. É um natal que lida com os temas profundos da história: o poder, a opressão, a dor, a impotência e a esperança. 




No canto de Maria, não existe um deus neutro, nem amiguinho de todos. A mensagem de Natal de Maria não dá ibope. Não gera consensos. Anuncia: - “Perdeu, playboy”. Não é uma boa notícia para todos. Os ricos não ganham presentes, são despedidos de “mãos vazias”. Reis são derrubados. A mensagem desagradará aos muitos herodes. Despertará a ira assassina dos que se beneficiam da injustiça.




O Natal de Maria anuncia a Justiça. E isto é briga. Deus levanta o braço, pesa a mão. Não há acordo com o mal. Não há trégua com a opressão. Não há paz possível entre “orgulhosos e humildes”. A paz anunciada pelo menino não é uma banal “sala de espera confortável”. É a paz da Justiça. 




Maria se alegra com a justiça de um Deus que irrompe na história, dela e do mundo. Natal do anúncio da bênção através de uma mulher, jovem, moradora de uma cidade pequena, na beira de um reino dependente, na periferia de um império em crise. 




O Natal de Maria é o dos pequenos, anuncia a esperança da transformação pelo avesso de uma sociedade perversa. Os indigentes são os VIPs. O louco é o sábio. O impuro é o santo. Não é o natal do trenó, de renas de nariz cintilante, nem das carruagens. É o Natal do jumento. No presépio de Maria, reis só cabem se ajoelhados diante do menino, esvaziados dos seus palácios e submetidos ao cheiro do estábulo. Só tem lugar para os que seguem uma estrela e não para os que querem ser seguidos.




O "Natal de Maria" não é um show, está mais para uma revolução. É o anúncio de Alegria, Esperança e Justiça. É um convite à transformação de tod@s, até de um chato como eu.




Um Natal de Maria para tod@s nós.




Magnificat (Evangelho de São Lucas, Capítulo1)

E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,

meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,

porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,
porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.
Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.
Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.
Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.
Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.
Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,
conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre