Vou mesmo confessar algumas coisas, sei que isso vai chocar algumas pessoas, mas partindo do ponto que estamos em um país livre e que escrever me alivia o torpor, vou aqui dizer coisas que muita gente não sabe, que irá de encontro ao que pensam sobre mim, mas no alto de meus 42 anos (é isso mesmo, pasmem), me dou ao desfrute de dizer o que penso, doa em quem doer.
1. Sou hétero, (é isso mesmo, sou hétero e sempre fui, gosto de mulher, de cheiro de mulher, de pele de mulher, da voz e do sexo de mulher);
2. Gosto de café com leite e muito açúcar (se já tomei café amargo alguma vez foi prá agradar alguém, mas a verdade é que odeio café amargo e sem leite, de preferência leite em pó);
3. Gosto de mulheres que usam esmalte e batons vermelhos, cabelos longos e maquilagem leve (não gosto de mulheres que se vestem como homens, que descuidam da aparência ou que acham que se cuidar ou passar horas no salão é perda de tempo e de dinheiro);
4. Amo minha mãe, amo meu pai, amo meus filhos (invento que amo outras pessoas só prá ter o que dizer, ou prá me sentir mais humano);
6. Não sinto saudades (tenho a memória muito fraca prá isso);
7. Tenho inveja de só uma pessoa no mundo (João Helder) porque ele é inteligente e sabe se aproveitar disso;
8. Odeio Ana Carolina (suas músicas sem graça enfadonhas);
9. Odeio Maria Gadu (aí sem comentários);
10. Big Brother prá mim uma mosca da merda global (importada, mas não deixa de ser);
11. Se algum dia eu te mandar embora de minha vida, pode ter certeza que já pensei tanto nisso que nas minhas contas você já deveria ter ido a mais tempo.
E tem mais, mas como também odeio ficar gastando meu neurônios fazendo confissões, vou parar por aqui.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Pequeno comentário sobre...
"... ele não ama a riqueza pelo que ela pode lhe dar, ele a ama porque foi ele quem a construiu e nela está boa parte de si, inclusive sua juventude..."
A Serpente e o Coelho (II)
Dias antes de sua maior declaração (veja aqui), a serpente, de olhos fitos nos do Coelho, disse, dessa vez sem sibilar:
"Sei que não vamos longe, mas o que sei também, é que até agora, caminhar ao seu lado foi a maior de todas as emoções e é nelas que deposito minha fé, de que o que iremos caminhar, seja pouco ou quase nada, me trará a paz e a tranquilidade de poder continuar só,e é nisso que ponho minha fé, é nisso que ponho a minha vida"
O coelho estava começando a estranhar a forma como sua amiga vinha lhe falando nos ultimos dias.
Não entendeu nada, mas balançou a cabeça.
A fome lhe apertava os ossos.
"Sei que não vamos longe, mas o que sei também, é que até agora, caminhar ao seu lado foi a maior de todas as emoções e é nelas que deposito minha fé, de que o que iremos caminhar, seja pouco ou quase nada, me trará a paz e a tranquilidade de poder continuar só,e é nisso que ponho minha fé, é nisso que ponho a minha vida"
O coelho estava começando a estranhar a forma como sua amiga vinha lhe falando nos ultimos dias.
Não entendeu nada, mas balançou a cabeça.
A fome lhe apertava os ossos.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
A Serpente e o Coelho.
Era uma serpente do deserto, não poderia mudar seu destino. Ele por sua vez era um coelho que por infortunio também era do deserto.
Ambos estavam sós.
Moravam na mesma toca sob o arbusto onde um nômade tinha nascido, por isso se chamava Lugar Onde Nasceu o Animal sem Rabo,que era assim que conheciam os humanos.
Tornaram-se amigos, confidentes até.
Nas noites frias do deserto passavam horas conversando.
De olhos distantes a serpente quase sempre repetia, como se nunca tivesse dito:
"não queria ser serpente... não queria desejar te devorar..."
"Amizade, amiga, é isso..." - sempre repetia o coelho, também como se nunca tivesse ouvido.
Morreram ambos de fome no mesmo dia.
Ambos estavam sós.
Moravam na mesma toca sob o arbusto onde um nômade tinha nascido, por isso se chamava Lugar Onde Nasceu o Animal sem Rabo,que era assim que conheciam os humanos.
Tornaram-se amigos, confidentes até.
Nas noites frias do deserto passavam horas conversando.
De olhos distantes a serpente quase sempre repetia, como se nunca tivesse dito:
"não queria ser serpente... não queria desejar te devorar..."
"Amizade, amiga, é isso..." - sempre repetia o coelho, também como se nunca tivesse ouvido.
Morreram ambos de fome no mesmo dia.
Ela
Ela entrou pela porta do quarto lentamente, seus pés pequenos e brancos não faziam barulho nem que pisasse em chocalhos.
Devagar tirou a roupa e deitou-se ao seu lado.
O perfume de sua pele invadiu a alma dele que mesmo sem acordar a precebeu ali do seu lado.
O calor de sua boca o fez encolher-se.
O dia lá fora derramava-se em água fria de uma chuva temporã....
(alguma coisa de seus longos cabelos com cheiro de mulher e suas longas unhas femininamente vermelhas ninguem sabe, nem eu, nem eu)
Devagar tirou a roupa e deitou-se ao seu lado.
O perfume de sua pele invadiu a alma dele que mesmo sem acordar a precebeu ali do seu lado.
O calor de sua boca o fez encolher-se.
O dia lá fora derramava-se em água fria de uma chuva temporã....
(alguma coisa de seus longos cabelos com cheiro de mulher e suas longas unhas femininamente vermelhas ninguem sabe, nem eu, nem eu)
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
A Partida!
O sentimento era de perda total, perda de algo que atrapalhava o caminho, tipo uma pedra, um cisco no olho, uma árvore caída. Era urgente se livrar dela, pois em nada ajudava, nada somava, nada contribuía, não era nada, indo, nem rastros deixaria...
Livrar-se dela era como ganhar um certo tipo de asas, pensou, pois era um homem de muitos pensamentos, de muitas letras e livros, pensou no que perderia, olhou o quarto vazio, a sala, a cozinha, toda a casa era mais tranqüila sem sua presença angustiante, de mulher que com tudo implica e nunca está satisfeita.
Sentou-se na varanda e esperou que ela chegasse.
A noite chegou e ela não apareceu.
Preparou café e terminou lentamente o Graciliano que lhe acompanhara a ultima semana.
Às três ela apareceu cheirando álcool e cigarro, não achou que seria o melhor momento para dizer que não a queria mais ali.
Pela manhã esperou-a acordar, o que só aconteceu por volta de meio-dia, e, como sempre o mau humor era como uma nuvem negra a tomar conta de toda a casa.
- E não foi trabalhar?
- Não! Quero conversar...
- Tô afim não.
O amor que lhe guardara se transformou em ódio, a voz dela, a grosseria, as músicas ridículas que ela ouvia, sua falta de argumento lhe enervava de tal modo que cada palavra vazia (sempre de cada par uma quase sempre era um palavrão), lhe parecia uma ofensa.
Quando ela acendeu o cigarro (lhe pareceu mais uma ofensa, pois já havia determinado que não deveria fumar dentro de casa).
Ele lhe dirigiu algumas palavras e ela não lhe deu qualquer resposta.
Ao lhe dar as costas ele lhe desferiu um golpe mortal com uma garrafa de vinho, ao cair, a mulher bateu a fronte na pia ainda cheia de pratos sujos e caiu ofegante, bolhas de sangue lhe saía pelas narinas, ela lhe olhava agora sem toda aquela arrogância dos últimos meses.
Ele a fitou em silêncio. Em vão ela tentava se mexer, mas suas pernas não obedeciam.
Postou-se sobre ela ao abrir a gaveta de onde retirou o cutelo que dividira em 10 vezes no hiper.
Ajoelhou-se e os olhos dela eram puro pavor.
Começou cortá-la, pedaço a pedaço.
Aos pouco percebeu que ela ia morrendo, lentamente.
O sangue escorria obedientemente pelo ralo da área de serviço.
O trabalho durou toda a tarde, os pedaços da mulher foram colocados nos dois baldes de roupa suja.
O restante da noite foi dedicado à limpeza da área.
As vísceras foram dadas aos cachorros da vizinha, Dona Ida, que tinha ido passar o fim de semana em Pojuca com a cunhada e lhe deixara responsável pelos seus cães famintos e sempre insaciáveis.
Durante um mês comeu da carne da mulher, agridoce carne de mulher.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
EU PENSO QUE II
Os que me cercam gostam do pouco. O pouco me assusta porque me limita. Gosto do absurdamente grande e inesperado, mas tenho que encolher isso, assistindo gente que acha grande encher a cara e se intoxicar; ainda tenho que dizer "Massa", quando a vontade era ouvir Ella Fitzgerald e analisar a "Caixa Preta de Darwin".
Gostaria do pouco se ele viesse com a capacidade de me desafiar, se trouxesse no seu bojo algumas surpresas que me fizessem crescer, ver um caminho diferente e não a simples forma de caminhar diferente ou pelos atalhos espinhosos que fazem o caminhar parecer mais longo.
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